Excesso de fritura e bebidas alcoólicas podem agravar sintomas da gastrite

Boa alimentação e medicamentos devem ser aliados no tratamento da gastrite

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Ter uma dieta equilibrada e saudável é fundamental para manter a saúde em dia, principalmente para quem sofre com problemas estomacais como a gastrite. Caracterizada por uma infecção, inflamação ou erosão no revestimento do estômago, a gastrite deve ser tratada não apenas com medicamentos.

Segundo Andrea Vieira, professora instrutora de Gastroenterologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o tratamento para gastrite deve ser unir remédio e alimentação.

― O tratamento é feito por meio de remédios que procuram dar uma estabilidade para o estômago como, os hipossecretores, aliado a uma alimentação balanceada e livre de gordura e temperos muito fortes que levam a distensão gástrica.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital Leforte Eduardo Grecco, o medicamento irá amenizar as crises de dores, enquanto alimentação ajudar a reduzir os sintomas do problema.

O médico ainda ressalta que exagerar nas frituras, a proteínas e ingerir muita bebida alcoólica são os principais fatores que “irritam” o estômago e fazem com que ele produza mais ácido clorídrico que, quando produzido em excesso, podem agravar os sintomas da gastrite.

― Refazer a rotina é fundamental. Se alimentar a cada três horas em porções moderadas, não comer e ir se deitar e evitar ingerir muito líquido junto com as refeições são apenas algumas das medidas que ajudam a amenizar o problema.

Gastrite crônica ou aguda

Andreia explica que a gastrite pode ser crônica e a aguda. A crônica é resultado de infecção pela bactéria H. Pylori cuja transmissão é fecal-oral que ocorre preferencialmente na infância e tem alta prevalência no Brasil e corresponde a apenas 2% das gastrites crônicas.

Já a aguda ocorre por diversas causas, entre elas, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, drogas (anti-inflamatórios não hormonais, quimioterápicos, corticosteroide), toxinas, bactérias, vírus, fungos, politrauma, sepse, choque, isquemia, queimadura extensa. Existem ainda causas mais raras: tuberculose, sífilis, doença de Crohn e sarcoidose.

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